sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Poesia



Ôôô que saudade do interior
Onde nasce no peito
O calor do verão
O avesso virando certo
Sentido.
Descaminho
Numa longa história
De amor
Um verso que vira
Samba
De nossas almas
Toque que alegra
Pinta o sete
Num papel em cores
Tamborim que se levanta
Levemente os pés
Na dança
O Brasil que de tão grande
Se apequena
Debaixo da mangueira
Sobre o tik tak
Das crianças
Tocando seus instrumentos
Ôôô que vida
Cheia de lembranças
Que de quando em tanto
Acaba se encontrando
No botequim





Zezinho – 12 de agosto de 2010.

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